Rafael oficializa adesão do Piauí ao subsídio do diesel para conter alta do preço

A proposta veio do governo federal e prevê uma subvenção de até R$ 1,20 por litro, com custo dividido igualmente entre União e governos estaduais (R$ 0,60 para cada)….

Fonte: Cidade Verde


Foto: Gabriel Paulino

Governo do Piauí aderiu ao acordo federal para conceder subsídio ao diesel importado, em uma tentativa de conter a alta dos preços do combustível, pressionados pela guerra no Oriente Médio. A proposta veio do governo federal e prevê uma subvenção de até R$ 1,20 por litro, com custo dividido igualmente entre União e governos estaduais (R$ 0,60 para cada).

Ao ser questionado na manhã desta quarta-feira (1º), um dia após a reunião com interlocutores dos estados, o governador Rafael Fonteles (PT) comemorou a decisão. A medida terá caráter temporário e deve vigorar por até dois meses. O prazo limitado foi definido para evitar que a política se torne permanente e gere um impacto duradouro nas contas públicas

“O Estado do Piauí foi o primeiro a aderir à proposta do Governo Federal e eu fiquei muito feliz, praticamente todos os demais estados agora também aderiram e isso certamente vai ajudar a diminuir o impacto no preço dos combustíveis derivado desses fatores externos, sobretudo a guerra do Irã. Então, o Piauí fez sua parte, eu até disse que o nosso hino diz muito claramente… Vendo a pátria pedir liberdade, o primeiro que luta é o Piauí”, enfatizou o governador.

De acordo com o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou nesta quarta-feira (1º) em entrevista ao SBT News que, até o final da semana, todos os Estados brasileiros devem aderir ao acordo de subvenção para conter a alta do diesel em razão da guerra no Oriente Médio. De acordo com o secretário, o impacto fiscal da medida será de até R$ 4 bilhões.

Medida tem caráter emergencial e tenta amortecer impactos

A subvenção ao diesel funciona como um mecanismo temporário de compensação para segurar os preços diante de um choque internacional, sem alterar a estrutura de formação do valor dos combustíveis no país. Na prática, estados e União assumem parte do custo que seria repassado ao consumidor, reduzindo momentaneamente a pressão sobre o frete e a inflação. Por ter prazo limitado, a medida evita compromisso fiscal prolongado e sinaliza uma resposta pontual à crise no Oriente Médio, enquanto o governo monitora o comportamento do mercado internacional.

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