Parque da Serra da Capivara poderá fechar por conta da crise financeira

07 julho

O Parque Nacional Serra da Capivara, Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco e principal atrativo turístico do Piauí, pode ter seus serviços de visitação pública paralisados por falta de recursos. Até mesmo as guaritas de acesso ao parque, controladas totalmente por mulheres e que geram dezenas de empregos para população local, devem ser desativadas por falta de apoio.
A crise na reserva federal se repete ano após ano. Até agora a administração impecável dessa relíquia da natureza brasileira é resultado de uma cogestão entre a Fundação Museu do Homem Americano e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. No entanto, o local não dispõe das verbas necessárias para manter o padrão instalado no parque.
Em alguns circuitos turísticos mais isolados, os problemas de manutenção e conservação já começam a ser notados. São mais de 300km de estradas internas que necessitam de constantes intervenções. Ao todo, 173 sítios arqueológicos estão abertos à visitação e precisam de diferentes ações.
A Petrobras é uma das maiores parceiras do Parque Nacional Serra da Capivara, mas os repasses têm diminuído a cada semestre e não são suficientes para manutenção da reserva. O Governo do Piauí também vem ajudando dentro das suas possibilidades, evitando um caos ainda maior. Recentemente, o Piauí liberou uma parcela de R$ 160 mil de um convênio entre a SEMAR e a FUMDHAM que estava em atraso desde o governo passado. A vice-governadora Margarete Coelho (PP) teve que intervir pessoalmente para que os recursos fossem repassados.
Para evitar um colapso do projeto, constantemente a pesquisadora Niède Guidon, 82 anos, utiliza os veículos de comunicação do Brasil e do exterior para alertar que o parque pode ser fechado. Para quem não conhece a realidade, as "ameaças" soam como chantagem, exagero ou "mise en scène" - expressão francesa que está relacionada com encenação.
Fonte: Com informações do Jornal Diário do Povo via 180 Graus
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