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"Que país é este?!" - 23 anos sem Renato Russo. Veja fotos!

3 anos depois, estamos aqui a celebrar a grandiosidade e a perenidade de sua obra.

Blog do Prof. Francisco de Assis Sousa

Blog do Prof. Francisco de Assis SousaFrancisco de Assis Sousa é professor e cronista. Email: [email protected]

11/10/2019 11h38
Por: Redacao
Fonte: Prof. Francisco de Assis Sousa
Publicações que repercutiram a morte de Renato Russo em 11 de outubro de 1996. FOTO: PROF. FRANCISCO DE ASSIS SOUSA
Publicações que repercutiram a morte de Renato Russo em 11 de outubro de 1996. FOTO: PROF. FRANCISCO DE ASSIS SOUSA

Lembro como se fosse hoje. Foi na manhã do dia 11 de outubro de 1996 que, ao assistir um telejornal, recebi a notícia de que Renato Russo, ídolo de uma geração de atitude, havia partido às 1h15min, de seu apartamento, em Ipanema, no Rio de Janeiro, por complicações em decorrência da AIDS.

Há poucos dias, tinha ouvido pela primeira vez a faixa Via Láctea –
“Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz.
Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho.
Quando tudo está perdido, não quero mais ser quem eu sou.
Mas, não me diga isso!
Hoje a tristeza não é passageira, ontem fiquei com febre a tarde inteira.
E quando chegar a noite, em cada estrela aparecerá uma lágrima.
Mas, não me diga isso!
Só me deixe aqui quieto, isso passa.
Amanhã é um novo dia, não é?”
- do disco recém-lançado, A Tempestade. Estava explícito o prenúncio de que o fim estava próximo. Renato tinha plena consciência do seu estado: “Estou mal e não posso mais nem falar”, revelou a um amigo, via telefone, cinco dias antes de sua morte.

FOTO: PROF. FRANCISCO DE ASSIS SOUSAAbertura da reportagem de uma revista semanal brasileira.
Abertura da reportagem de uma revista semanal brasileira.

Eu ainda, também, carregava fresquinho na memória às imagens e o áudio do clipe da canção La Solitudine, faixa de trabalho do disco solo, de músicas italianas, que Renato lançou no ano anterior.

O álbum, Equilibrio Distante, que emplacou a canção de Laura Pausine, arrancou  intensos elogios da critica especializada. Strani Amori, La Forza Della Vitta e Come Fa Un’onda, versão em italiano da canção de Lulu Santos e Nelson Motta, foram outros hits que marcaram o disco da capa amarela que estampava desenhos de monumentos da Itália - Torre de Pisa e Coliseu – e do Brasil – Maracanã e Pão de Açúcar. 

FOTO: PROF. FRANCISCO DE ASSIS SOUSAViver é uma necessidade.Vamos fazer um filme.
Viver é uma necessidade. Vamos fazer um filme.

23 anos depois, estamos aqui a celebrar a grandiosidade e a perenidade de sua obra.

“Nas favelas, no Senado, sujeira pra todo lado. Ninguém respeita a constituição. Mas todos acreditam no futuro da nação. Que país é este?!”

“Quem me dera ao menos um vez ter de volta todo ouro que entreguei a quem conseguiu me convencer que era prova de amizade...”

“Vamos celebrar a estupidez humana. A estupidez de todas as nações. O meu país e sua corja de assassinos, covardes, estupradores e ladrões...”

“Mas o que eu mais queria, era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém”
"Podem até maltratar meu coração, mas meu espírito ninguém vai conseguir quebrar"
"E, hoje em dia, como é que se diz Eu te Amo?"
“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”
“Sempre em frente. Não temos tempo a perder”
“Será se vamos conseguir vencer?”
“Ainda é cedo!”

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