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Brasil

01/11/2018 ás 12h12

Redacao

Vila Nova do Piauí / PI

Juiz Sérgio Moro aceita ser superministro da Justiça no governo Bolsonaro
Eleito presidente no domingo, Bolsonaro recebeu Moro na manhã desta quinta no Rio de Janeiro.
Juiz Sérgio Moro aceita ser superministro da Justiça no governo Bolsonaro
Foto: Lula Marques/ AGPT/Fotos Públicas

O juiz federal Sergio Moro aceitou nesta quinta-feira (1º) convite para assumir o Ministério da Justiça do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Responsável pela Lava Jato em Curitiba, Moro foi sondado para compor a pasta ainda durante a campanha eleitoral.


Em nota, o novo ministro disse que aceitou o convite da gestão Bolsonaro após uma reunião para discutir políticas para a pasta.


"Fiz com certo pesar, pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito a Constituição, a lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior", disse Moro.


Eleito presidente no domingo, Bolsonaro recebeu Moro na manhã desta quinta no Rio de Janeiro.


A Operação Lava Jato seguirá com os juízes de Curitiba. Moro afirmou que se afastará das novas audiências e que mais detalhes serão fornecidos em coletiva de imprensa na próxima semana.


Ele já não participará de audiência com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no próximo dia 14, que deverá ficar a cargo da juíza substituta Gabriela Hardt.


O novo titular definitivo da Lava Jato ainda será definido.


Em mensagem no Twitter, Bolsonaro disse que "a agenda anti-corrupção, anti-crime organizado, bem como respeito à Constituição e às leis, será o nosso norte!".


Segundo o vice do presidente eleito, general Hamilton Mourão (PRTB), a primeira abordagem aconteceu há algumas semanas.


"Isso já faz tempo, durante a campanha foi feito um contato", afirmou, em conversa nesta quarta-feira (31), no Rio. De acordo com o general, o responsável por contatar o juiz foi o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.


Nos últimos dias, a sinalização do magistrado, de aceitar ser ministro, foi alvo de críticas de parte da classe política. O candidato a presidente derrotado Ciro Gomes (PDT) chegou a dizer que Moro era uma "aberração de toga".


O governo Bolsonaro ainda avalia tornar a pasta de Moro um superministério que integraria as estruturas da Justiça, Segurança Pública, Transparência e Controladoria-Geral da União e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), ligada hoje ao Ministério da Fazenda.


Leia na íntegra a nota enviada pelo novo ministro da Justiça, Sergio Moro.



"Fui convidado pelo Sr. Presidente eleito para ser nomeado Ministro da Justiça e da Segurança Pública na proxima gestão. Após reunião pessoal na qual foram discutidas políticas para a pasta, aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a pespectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão.


Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operação Lava Jato seguirá em Curitiba com os valorosos juizes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências. Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes".





Ao sair da reunião


O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba, se reuniu com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) na manhã desta quinta-feira, dia 1º, no Rio de Janeiro. Sob escolta da Polícia Federal, ele chegou sem dar declarações. Na saída, o juiz federal chegou a descer do veículo onde estava para falar com a imprensa, mas um início de tumulto acabou fazendo com que ele retornasse sem se pronunciar.


Logo após a saída de Moro, o Blog do Fausto Macedo, do jornal O Estado de S. Paulo, divulgou que o magistrado havia aceitado o convite do capitão da reserva para comandar o superministério da Justiça. E que irá divulgar uma nota ainda pela manhã detalhando os termos da proposta que aceitou.


O encontro durou pouco mais de 1h30 e ocorreu na casa de Bolsonaro, na Barra da Tijuca, bairro da zona oeste da capital fluminense. O juiz federal desembarcou no Rio às 7h30 e entrou em uma caminhonete da PF ainda na pista de pouso do Santos Dumont.


Durante a reunião entre os dois, muitos curiosos se aglomeraram em frente ao condomínio, que fica em frente à praia da Barra. Isso atrapalhou a saída da comitiva que levava o juiz federal - Moro estava em uma das duas caminhonetes da PF, que ficou cinco minutos parada na saída do conjunto de casas. Foi nesse momento que o juiz saiu para se pronunciar, ao lado de Paulo Guedes, mas acabou voltando.


 


Fontes: Folhapress e Estadão Conteúdo

FONTE: Folhapress e Estadão Conteúdo

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