Vaqueiros da Macrorregião de Picos fazem ato contra a proibição da vaquejada


Ao som de muita aboiada, dezenas de vaqueiros e trabalhadores de vaquejada, de municípios da Macrorregião Picoense, se reuniram na manhã desta terça-feira (11) em Picos para se manifestar contra a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que proibiu no último dia 06 a atividade em todo o Ceará. O ato acontece em várias cidades nordestinas.

A concentração dos vaqueiros e defensores do esporte aconteceu na junção da Avenida Severo Eulálio com a BR 316. Em seguida uma enorme cavalgada, que foi acompanhada por vários caminhões e veículos de menor porte, seguiu pela Avenida Deputado Sá Urtiga em direção ao Centro da cidade.




Durante a manifestação os vaqueiros exibiram faixas em apoio a modalidade esportiva. “Vaquejada é família, Vaquejada é cultura, Vaquejada é o sonho das crianças nordestinas”, estava escrito em uma faixa.

“É uma decisão que a gente não concorda por conta de que não foi feita uma análise, um conhecimento mais profundo sobre a nossa cultura. A nossa cultura é centenária, que passa de pai para filho, e o Nordeste não vive hoje sem vaquejada, pois é uma cultura nossa que precisa ser preservada”, analisou um dos organizadores da manifestação em Picos, empresário, Doriedson Vieira.



Ele informou que anualmente cerca de quatro mil vaquejadas são realizadas no Nordeste movimentando, segundo o mesmo, recursos na ordem de R$ 600 milhões de reais, fora leilões e outras atividades. O empresário rechaçou ainda que os animais sofram maltrato por conta do esporte.

“Hoje existem várias associações que regulam a vaquejada e ela tem regras. Hoje existem os protetores de cauda dos bois que envolvem o rabo para não quebrar o rabo do boi, é proibido ao vaqueiro tocar no boi, é proibido chicotear cavalo, o chicote foi totalmente abolido e os donos de parques e organizadores de evento já são conscientes das regras e isso está sendo posto em prática”, pontuou Doriedson.

Na avaliação do empresário, com toda essa mobilização que está sendo realizada hoje será possível reverter a decisão do STF. “Acredito que sim, porque diante dessas manifestações todo mundo está vendo a importância da vaquejada seja como cultura, esporte e atividade que gera emprego e renda”, concluiu.







Fonte: Dia a dia Picos
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