Em um ano, 95 mil ficam desempregados no Piauí


O desemprego subiu em todas as regiões do país no segunto trimestre deste ano em relação mesmo período de 2015, segundo dados da Pnad Contínua, divulgados nesta quarta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Piauí, a taxa ficou em 9,9%, enquanto, no mesmo período do ano passado, era 7,7%. No primeiro trimestre deste ano, era de 9,6%. Apesar do aumento, a quantidade de pessoas sem trabalhar no estado ainda está abaixo da taxa nacional, que é de 11,3%.

Segundo o IBGE, o Piauí tem 2,5 milhões de pessoas em idade de trabalho – número que praticamente não variou entre o ano passado e esse ano. Já o número de pessoas empregadas caiu 6,8%, passando de 1,386 milhão entre abril e junho de 2016 para 1,291 milhão no mesmo período desse ano. São 95 mil a menos. Já as pessoas consideradas desocupadas (que não trabalham mesmo estando na faixa etária apropriada) subiram de 115 mil para 142 mil – uma variação de 23%.

Empregos públicos e privados

O número de empregados no setor privado com carteira assinada caiu 5,9%, de 263 mil para 248 mil pessoas. Os empregados sem carteira sofreram redução ainda maior, de 6,4% (o número de empregados caiu de 242 mil para 227 mil).

O número de trabalhadores domésticos, por outro lado, subiu 2,8%, saindo de 88 mil para 91 mil.

No setor público, o número de funcionários também caiu. Entre abril e junho do ano passado, eram 204 mil servidores. Neste ano, 194 mil. Uma redução de 5,3%.

Trabalho por conta própria

Nas categorias “empregador”, “conta própria” e “trabalhador familiar auxiliar” também houve baixa. O número de empregadores caiu de 52 mil para 51 mil. Por conta própria, a redução foi de 415 mil para 404 mil. Na última categoria, a queda foi de 121 mil para 78 mil.

Atividades em baixa

– A agricultura sofreu a maior queda nesse período. Dos 335 mil empregados no setor, apenas 258 mil se mantiveram no serviço. A redução foi de 23,1%.

– Na indústria, a queda foi de 14,6%, com 14 mil funcionários a menos em um ano.

– Na construção, são 8 mil funcionários a menos; queda de 6,7%

– O comércio registrou queda de 2,7%, com 6 mil empregados a menos.

– Comunicação e atividades financeiras teve queda de 5,5%, com 6 mil funcionários a menos.


Atividades em alta

– Transporte: alta de 3,7% (mil funcionários a mais);
– Alojamento e alimentação: alta de 1,2% (mil funcionários a mais);
– Administração pública: alta de 1,8% (4 mil funcionários a mais);
– Outros serviços: alta de 11,8% (6 mil funcionários a mais);
– Serviços domésticos: alta de 3,2% (3 mil funcionários a mais).

Fonte: Cidade Verde
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