ONGs irão investir R$ 7 milhões no semiárido Piauiense em 2013

25 abril

Nesta sexta-feira (26), as entidades que compõem o Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido (FPCSA), representantes da ASA no Estado, farão o lançamento oficial do Termo de Parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social para o desenvolvimento do Programa no Piauí. O lançamento vai ser realizado dentro da programação do Encontro Estadual do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no Piauí, que traz como tema: “O PAA e a superação da pobreza e da fome – desafios e perspectivas”, e terá início às 07h30 no Centro Guadalupe, na Vila Operária.


O programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), desenvolvido pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) investirá no Piauí em 2013 mais de R$ 7 milhões na criação de 906 reservatórios de captação de água da chuva. O objetivo é oferecer às famílias agricultoras do Piauí acesso à água para a produção de alimentos de origem animal e/ou vegetal e fortalecer agricultura familiar no semiárido.

O P1+2

O Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) é uma das ações do Programa de Formação e Mobilização Social para Convivência com o Semiárido da ASA. O objetivo do programa é fomentar a construção de processos participativos de desenvolvimento rural no semiárido brasileiro e promover a soberania, a segurança alimentar e nutricional e a geração de emprego e renda às famílias agricultoras, através do acesso e manejo sustentáveis da terra e da água para produção de alimentos. O 1 significa terra para produção. O 2 corresponde a dois tipos de água – a potável, para consumo humano, e água para produção de alimentos.


Cinco organizações executarão esse novo termo de parceria no Piauí: Cáritas Regional do Piauí, Centro Regional de Assessoria e Capacitação (CERAC), Escola de Formação Paulo de Tarso (EFPT), Obra Kolping do Piauí e Cáritas Diocesana de São Raimundo Nonato. Ao todo, 21 municípios serão atendidos, através da construção de 373 cisternas calçadão, 175 cisternas enxurrada, 31 barragens subterrâneas, 17 tanques de pedra, 100 barraginhas, 189 barreiros trincheiras e 21 Bombas d’água populares.

Além das tecnologias, as famílias agricultoras passam por formação através dos cursos de capacitação para garantir a sustentabilidade das ações produtivas. Elas também recebem os insumos (sementes, mudas e pequenas criações) e a infraestrutura (telas, mangueiras, regadores, lonas, tijolos, canos – material para confecção dos canteiros econômicos) para a instalação do caráter produtivo do Programa que visa garantir a segurança e soberania alimentar dessas famílias.

Os municípios que serão beneficiados pelo P1+2 neste termo de parceria são: Buriti dos Montes, Juazeiro do PI, Castelo do PI, São Miguel do Tapuio,  Bonfim do Piauí, Coronel José Dias, São Lourenço do PI, São Raimundo Nonato, Alegrete do PI, Jaicós, São Julião, Vila Nova do PI, Avelino Lopes, Curimatá, Júlio Borges, Morro Cabeça do Tempo, Ipiranga do PI, Lagoa do Sítio,  Pimenteiras, Colônia do PI e Tanque do PI.

Números do Piauí

Hoje são mais de 33 mil famílias em cerca de 150 municípios da região semiárida piauiense que são beneficiadas com os programas Um Milhão de Cisternas Rurais (P1MC) e Uma Terra e Duas Águas (P1+2). Em 12 anos de parceria da Asa Brasil com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS), Ministério do Desenvolvimento Social (MDA) e Cooperação Espanhola já foram investidos, só no Piauí, 79 milhões de reais. Hoje são 35.933 mil implementos beneficiando diretamente 168.510 pessoas no semiárido piauiense.


Para o coordenador executivo da ASA no Piauí, Carlos Humberto Campos, a continuidade dos programas no Estado é importante na consolidação das ações de convivência com o semiárido. “Com essas tecnologias de captação de água da chuva para consumo humano e produção de alimentos, essas famílias agricultoras começam a sair da pobreza, produzem alimentos e desenvolvem sua própria segurança alimentar e nutricional, tornam-se cidadãos, crescem na autonomia, não trocam votos por água ou alimentos, empregam o tempo de busca da água para outras atividades, políticas, sociais e econômicas”, defende Carlos.

Da Redação
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